Textos
O Eco do Vazio.
Soneto: O eco do vazio.
Por: Joás Araújo Silva.
Na noite fria que o silêncio prende,
A dor desaba sobre o peito mudo,
Um manto escuro que de tudo pende
E apaga a cor e o brilho de miúdo.
O tempo passa, mas a alma sente
Um peso antigo que ninguém traduz,
Como uma névoa que desaba quente
E rouba os passos que buscavam luz.
É esta ausência que no peito mora,
Um cais deserto onde nenhum navio
Vem consolar o coração que chora.
E na penumbra deste inverno frio,
A alma clama, mas o mundo ignora
O som doído que ecoa o vazio.
Joas Araújo Silva
Enviado por Joas Araújo Silva em 29/06/2026
Alterado em 17/09/2026
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