Joás Araújo Silva
Não há (marcos) limites para expressar-se poeticamente...
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Textos
SAUDADES DA VELHA INFÂNCIA.
Saudades da Velha Infância



À sombra mansa da frondosa mangueira,
Onde o tempo corria sem pressa ou maldade,
Guardo, na alma, a lembrança primeira
Do doce refúgio da velha saudade.

Corria descalço por entre o capim,
Buscando o vento que vinha do monte;
O mundo era amplo, não tinha fim,
E a vida brotava qual fresca fonte.

O sol poente tingia o quintal
De um ouro antigo, de paz e magia;
Cada silêncio era um verso sem rival,
Cada horizonte, uma nova poesia.

Passaram-se os anos, a lida apertou,
Levou-me a alma para a grande cidade;
Mas o campo e o tempo em que o sol me beijou
Vivem inda puros na minha saudade.
Joas Araújo Silva
Enviado por Joas Araújo Silva em 22/09/2026
Alterado em 22/09/2026
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Araújo Pseudônimo de Poeta (Dramaturgo/Cordelista/ Crônista), compositor,teólogo, filósofo, taquígrafo, radialista, articulista, escritor e artista em pintura de tela.
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