Joás Araújo Silva
Não há (marcos) limites para expressar-se poeticamente...
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Textos
O relógio que mastigava nuvens.
No bolso do peixe havia uma chave
que abria o silêncio das escadas.

As formigas rezavam de chapéu
enquanto meu chapéu rezava para ser formiga.
Comi o número sete com colher
e ele tinha gosto de terça-feira azul.

Na parede, o relógio mastigava nuvens
e cuspia horas em forma de pássaros.

Eu me despedi de mim mesmo na esquina
e ele nem me reconheceu —
estava ocupado regando um espelho.
Joas Araújo Silva
Enviado por Joas Araújo Silva em 26/09/2026
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Araújo Pseudônimo de Poeta (Dramaturgo/Cordelista/ Crônista), compositor,teólogo, filósofo, taquígrafo, radialista, articulista, escritor e artista em pintura de tela.
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